FIPE: CORRETOR DEVE SUGERIR REVISÃO DE VALORES AO SEGURADO

FIPE: CORRETOR DEVE SUGERIR REVISÃO DE VALORES AO SEGURADO

Diante da rápida valorização dos veículos usados, que não vem sendo acompanhada na mesma velocidade pela Tabela FIPE, os Corretores de Seguros devem analisar com clientes e com as próprias seguradoras a possibilidade de revisão dos valores segurados. A sugestão é do consultor Sergio Ricardo, segundo o qual essa é uma oportunidade para o corretor prestar um serviço muito relevante para seu cliente. “Gerenciamento de risco é exatamente oferecer ao cliente informações importantes o tempo todo para que ele possa verificar a sua real exposição ao risco”, revela, em entrevista ao CQCS.

Ele recomenda ainda que os Corretores de Seguros façam essa análise tomando como base informações que constam, por exemplo, nos sites de vendas online de veículos usados. 

Esse acompanhamento deve ser constante para que se possa comparar a valorização do veículo com a importância segurada e, se for o caso, sugerir ao cliente a aplicação de percentual de 110% da FIPE ou até 120% nos casos dos carros mais novos com depreciação maior por conta da instabilidade. “É muito importante acompanhar principalmente esses veículos mais sensíveis e propor as mudanças através do endosso, se necessário”, ressalvou.

Sergio Ricardo explica ainda que a tabela da FIPE é atualizada sempre na primeira semana de cada mês. Em abril, por exemplo, a tabela toma como base um período de 30 dias, englobando a segunda quinzena de fevereiro e a primeira de março.

A tabela FIPE serve de referência para as indenizações de sinistros de seguros de automóveis com perda total para a modalidade valor de mercado referenciado (VMR). Quando há defasagem, a diferença se reflete também nos valores das indenizações e muitos segurados são prejudicados, pois não conseguem comprar um veículo para repor sua perda.

No cenário atual, já há veículos com seis meses de uso sendo vendidos por 5% a mais que o equivalente zero km, o que causa grande distorção no mercado, inclusive no setor de seguros.

Essas oscilações são provocadas por fatores como a paralisação de oito montadoras por conta do perigo de contágio dos funcionários, o mau desempenho de vendas e a escalada de preços de peças em dólar, entre outros.

Fonte: CQCS

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